Seu filho quer conversar com a família pelo WhatsApp — ou já tem uma conta? Antes de configurar, perguntem juntos: quem pode falar com ele e o que fazer quando chegar uma mensagem estranha?

O WhatsApp oferece contas gerenciadas por responsáveis, com controles para acompanhar contatos e grupos. A liberação é gradual: a opção pode ainda não aparecer no seu aparelho ou região.

Vá direto ao que precisa:

O que os responsáveis podem controlar

Na conta gerenciada, o adulto pode avaliar pedidos de contato de desconhecidos, decidir sobre grupos e ajustar a privacidade. Um PIN, código de seis números, protege esses controles.

A experiência fica concentrada em mensagens e chamadas, sem Status, Canais ou Meta AI. A supervisão não permite ler as conversas pelo celular do responsável. As mensagens pessoais continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta: somente os participantes da conversa podem acessá-las.

Tela Solicitações com pedidos de conversa e convite para grupo de números não salvos.
Pedidos de desconhecidos ficam separados para avaliação. Exemplo oficial do WhatsApp, retirado dos materiais do Drive. Toque na imagem para ampliar.

Como criar uma conta gerenciada

Ela se destina a menores de 13 anos. A configuração exige um responsável com 18 anos ou mais. Separe os dois celulares, conectados à internet, com o WhatsApp atualizado e um número para a criança.

  1. No celular da criança: baixe o WhatsApp pela loja oficial e toque em Concordar e continuar.
  2. Na tela de cadastro, toque nos três pontinhos, no canto superior direito, para abrir Mais opções. Escolha Criar uma conta gerenciada por pai, mãe ou responsável. Esse é o menu do cadastro inicial, não o de uma conta já aberta.
Três telas do Android: boas-vindas ao WhatsApp; três pontinhos no canto superior direito do cadastro; menu aberto com a opção Create a parent-managed account.
Da esquerda para a direita: Concordar e continuar → três pontinhos → Criar uma conta gerenciada (em inglês, “Create a parent-managed account”). No Brasil, selecione Brasil/+55; o +91 é do exemplo. Toque para ampliar. Imagem compartilhada por benjig na comunidade /e/OS. Telas em inglês e legendas originais em francês; a opção depende da liberação no aparelho.
  1. Verifique o número da criança, informe a data de nascimento e continue para conectar ao responsável.
  2. No seu celular: use a câmera para ler o QR code, o quadrado exibido no celular da criança. Abra o link, confirme que é adulto e crie o PIN. Guarde-o sem compartilhar com a criança.
  3. Volte ao celular da criança: digite o PIN e conclua. Depois, revisem os contatos e as permissões juntos.

Se a opção não aparecer, atualizar o app não garante a liberação imediata. Os menus também podem variar entre Android e iPhone.

A criança já tem conta. E agora?

Um possível caminho para verificar no aparelho

A conversão de uma conta existente ainda não está confirmada nas fontes oficiais consultadas. Os passos abaixo são uma verificação possível, não uma garantia de ativação ou de preservação das conversas.

  1. Separe os dois celulares, o da criança e o do responsável, com o WhatsApp atualizado.
  2. No aparelho da criança, abra Configurações — no Android, pelo menu dos três pontinhos. Confira se aparece alguma opção de Controle parental ou Criar uma conta gerenciada. Esses nomes e esse acesso podem não estar disponíveis na sua versão.
  3. Se aparecer, leia o que a tela oferece. Verifique se ela permite vincular a conta atual ou apenas explica como criar outra. A presença do menu, sozinha, não confirma a conversão. Continue somente se as instruções do aplicativo corresponderem ao seu caso.

E fazer backup, desinstalar e reinstalar? Esse é outro caminho sugerido: guardar uma cópia das conversas, reinstalar e procurar a opção nos três pontinhos do cadastro inicial. Porém, não encontramos confirmação oficial de que isso converta a conta ou permita recuperar o histórico na conta gerenciada. O backup não garante essa transferência, e reinstalar não garante que a função apareça. Antes de tentar, confirme o procedimento com o suporte do WhatsApp. Não exclua a conta para testar.

Ajustes que vocês podem fazer agora

Enquanto verificam a possibilidade de supervisão, revisem a proteção da conta existente:

  1. Abra Privacidade: no Android, toque nos três pontos → Configurações → Privacidade. No iPhone, procure Configurações → Privacidade.
  2. Revise a foto e a presença online: em Foto do perfil, prefira Meus contatos ou Ninguém. Em Visto por último e online, escolham quem pode ver essas informações.
  3. Restrinja grupos: em Grupos, escolha Meus contatos ou Meus contatos, exceto…. Convites privados ainda podem chegar; combinem avaliar antes de aceitar.
  4. Bloqueie contatos indesejados: abra a conversa, toque no nome ou número e procure Bloquear. Se houver abuso ou golpe, use também Denunciar.

Esses ajustes não transformam a conta em gerenciada e podem ser alterados por quem usa o celular. Também não substituem as regras de idade. Se a criança ainda não pode usar uma conta comum e a gerenciada não estiver disponível, uma alternativa é conversar com familiares pelo celular do responsável, junto dele.

Como limitar o tempo no WhatsApp

É possível combinar os ajustes acima com os controles do celular, sem recriar a conta do WhatsApp:

  • Android da criança: com o Family Link já configurado, selecione a criança → Tempo de tela → Limites de tempo → Limites de apps → WhatsApp e defina o limite. Veja o guia do Family Link se ainda não usa a supervisão.
  • iPhone da criança: configure o Tempo de Uso pelo Compartilhamento Familiar. Em Ajustes → Tempo de Uso, selecione a criança e procure Limites de Apps para limitar o WhatsApp. Proteja os ajustes com um código do responsável.

Esses limites cuidam do tempo de uso; não dão acesso às mensagens nem substituem a aprovação de contatos da conta gerenciada. Os nomes dos menus variam conforme a versão do sistema.

Um combinado para hoje

Escolham um ajuste e confiram se funcionou. Combinem: “Se alguém pedir foto, segredo ou mandar algo que incomode, pode me chamar. Vamos resolver juntos.” Depois de alguns dias, conversem sobre o que ajudou e o que precisa mudar.